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Centenário do Rei do Blues

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2025 marca os 100 anos do nascimento de B.B. King, um ícone que dedicou à vida e alma ao blues

Por: Marcela Riccomi Nunes e Alexandro Cruz

Há exatos 100 anos, no dia 16 de setembro de 1925, nascia Riley Ben King. Por esse nome, talvez, o conhecimento não seja de imediato. Mas, ao citar B.B. King, com certeza o conhecimento torna-se claro, graça à importância do nome que tem na divulgação do blues ao redor do mundo.

A sua vida inicial não foi nada fácil, já que ele nasceu em um dos locais mais pobres dos Estados Unidos, a cidade de Itta Bena, região rural localizada no Delta do Mississippi. King teve uma infância repleta de adversidades e, em meio à pobreza e segregação racial, trabalhou em uma fazenda de algodão antes de participar de um coral gospel em uma igreja local, onde começou a aprender a tocar guitarra na adolescência, sendo o pontapé inicial ao que viria a ser como o mestre do blues.

Já no final dos anos de 1940, ele seguiu o seu sonho de música e se mudou para Memphis, Tennessee, em busca de oportunidades. Ali, começou a trabalhar como DJ em uma rádio local, onde recebeu o apelido de “Beale Blues Boy”, em referência a música de W. C. Handy que homenageia a Beale Street, em Memphis. Com a simplificação do apelido para Blues Boy King, foi questão de tempo a começar ser chamado de apenas B.B. King.

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Ele se tornou uma lenda ao desenvolver um estilo único de tocar guitarra, utilizando a técnica de vibrato, conhecida como “tremolo de borboleta”. Toda essa sonoridade era vinha da sua famosa guitarra Gibson ES-335, apelidada de “Lucille”.

Com seus acordes e estilo marcante de tocar, King se destacou entre os anos 1940 e 1950, por meio de sucessos como “Three O’Clock Blues” e “You Know I Love You“.

A partir dos anos de 1960, foi o período que o guitarrista ultrapassou as barreiras do blues e conquistou notoriedade global, participando de festivais de rock e fazendo parcerias com artistas de diversos gêneros musicais que eram do rock, pop, jazz, clássico e até música eletrônica.

Entre as parcerias memoráveis, B.B. King tocou junto com Luciano Pavarotti, U2, Eric Clapton, John Lee Hooker, Sheryl Crow, Willie Nelson, Van Morrison, Gary Moore e tantos outros músicos.

Ao longo de sua carreira, King lançou dezenas de álbuns, ganhou 15 prêmios Grammy e foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame. Sua música influenciou incontáveis guitarristas e artistas de blues, rock e outros estilos, deixando um legado incomparável para a música mundial.

O Rei do Blues trouxe seu blues algumas vezes para o Brasil, sendo a primeira apresentação em 1986 e a última em 2012.

Homenagens

A data não foi deixada de lado e, entre tantos tributos, para comemorar o centenário, o B.B. King Museum fez uma programação especial com apresentações, exposições e roteiros educativos. Tudo com o objetivo de celebrar e manter vivo o legado e a tradição do blues de B.B. King. Além disso, outros pontos dos EUA estão homenageando o guitarrista, por meio de shows tributos e exposições.

Por aqui no Brasil, desde agosto tem ocorrido algumas celebrações pelo legado do Rei. Uma delas foi o espetáculo no Auditório Salvador de Ferrante, na Bahia, em homenagem ao músico e que teve a presença de Claudette King, filha do King, e de James “Boogaloo” Bolden, músico que acompanhou o bluesman por décadas. Também houve eventos em cidades como Curitiba, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

O Rei do Blues fez sua passagem em 14 de maio de 2015, aos 89 anos, dormindo. Hoje, em pleno 2025, a celebração do seu nascimento é uma referência a um legado sonoro tão importante e que ultrapassa o tempo e o espaço e se mantém vivo em nossos corações. B.B. King é a representação da imortalidade do blues, gênero que ele personificou de maneira única e que, até hoje, inspira músicos ao redor do mundo.

Afinal, a sonoridade que sai pelos seus bends de sua guitarra companheira “Lucille”, ainda cativa os nossos corações e proporciona muita emoção.

Obrigado B.B. King!

Sobre Alexandro Cruz

Editor-chefe do portal e colaborador da rádio Morcegão FM. Jornalista com experiência em cobertura jornalística, assessoria de imprensa, produção e locução. Sou apenas uma rapaz apaixonado pelo universo do rock’n’roll.

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2 comments

  1. Valdir Correia de Oliveira

    Ele foi simplesmente gênio!!!

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