Versão de “A Rainy Night In Soho” faz parte do álbum tributo ao vocalista do The Pogues e terá outros artistas como Primal Scream e Tom Waits
Por: Alexandro Cruz – 12 de março de 2026
Bruce Springsteen compartilhou a gravação de um cover da música “A Rainy Night In Soho“, da lendária banda britânica, The Pogues. A gravação faz parte de um futuro álbum em homenagem ao poeta Shane MacGowan, morto em 2023.
Intitulado 20th Century Paddy: The Songs of Shane MacGowan, o disco também contará com releituras gravadas por Tom Waits, Steve Earle, Primal Scream, The Jesus and Mary Chain, Kate Moss, Johnny Depp com Imelda May, Hozier com Jessie Buckley, The Libertines, The Murder Capital, Dropkick Murphys, Glen Hansard, assim como os membros remanescentes do The Pogues e muitos outros.
A música
A versão original de “A Rainy Night In Soho”, foi um single de 1986 do EP Poguetry in Motion e garantiu o primeiro sucesso da banda anglo-irlandesa no Top 40 do Reino Unido. Na época, Springsteen contribuiu com um ensaio junto com MacGowan.
Em seu ensaio, Springsteen também relata a tarde que passou com MacGowan em Dublin, pouco antes de sua morte. “Ele não estava bem, mas ele e sua esposa, Victoria, mostraram-se anfitriões calorosos e gentis”, escreve. “Ao partir, agradeci a ele por seu belo trabalho, sua música, suas canções, sua vida. Fiquei ali, sob seu calor, beijei-o e disse que o amava.”
Trajetória
Shane MacGowan foi poeta e vocalista do The Pogues e que trouxe sua fusão da música folclórica irlandesa com o punk rock londrino. No entanto, sua trajetória foi marcada por um estilo de vida severamente autodestrutivo, caracterizado pelo abuso crônico de álcool e drogas desde a juventude.
Ele faleceu em 2023, aos 65 anos, em sua casa em Dublin, devido a uma pneumonia aguda.
“A grande arte é, por natureza, fora da lei”, escreve Springsteen. “Não escolhemos nossas obsessões. Não ditamos nossas bênçãos ou nossas transgressões. É uma pequena piada que os deuses pregam em nós. A voz de Shane era tão profundamente real, profana e honesta; sua escrita tão fulminante, viva e historicamente rica, que sua gênese parecia um mistério para todos — incluindo, acredito eu, seu próprio criador. A alegria perigosa, o júbilo e a coragem, o humor diante do destino; o caminhar selvagem de uma vida impulsionada em direção aos céus artísticos e ao bálsamo diário da autodestruição.”
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