Confira seis colaborações musicais que o lendário baixista do Led Zeppelin fez e que, talvez, você nem sabia delas
Por: Alexandro Cruz – 06 de janeiro de 2026
Ele tem um conhecimento musical incrível em arranjos, principalmente no teclado. No entanto, apesar dessa genialidade, o baixista John Paul Jones era o integrante considerado mais discreto entre o quarteto fantástico do Led Zeppelin.
Aniversário e uma história musical
No recente 3 de janeiro, o então lendário baixista, ou melhor, multi-instrumentista, completou 80 anos de uma vida que trouxe importante sonoridade para uma das principais bandas representantes do rock mundial. O autor do riff de “Black Dog“, do quarto álbum de estúdio da banda Led Zeppelin IV é dono de uma profundida sonora que afeta o coração, o corpo e a alma.
Em poucas palavras, Jones foi um dos grandes arquitetos sonoros da banda. Ele contribuiu, e muito, em arranjos e na base musical que sustentou a grandiosidade do Led Zeppelin.
Novo destino, mas na música
Quando o Led Zeppelin se separou em 1980, a existência de Jones no cenário musical garantiu uma nova perspectiva de vida. Nas décadas seguintes, o lendário baixista manteve um perfil relativamente discreto, buscando deixar para trás a intensidade do Led Zeppelin.
Mas, isso não significou a desistência da música. Ao longo dos anos, ele colaborou com diversos artistas e bandas, geralmente sem alarde, mas com preciosa sonoridade. Além disso, vale lembrar do Them Crooked Vultures – supergrupo composto por Jones, Josh Homme e Dave Grohl.
Agora, para homenagear os 80 anos de vida do baixista, a Morcegão FM apresenta seis colaborações de John Paul Jones. A lista é de maneira cronológica e que você precisa conhecer, caso não saiba, porque é uma história sonora da vida rock’n’roll:
Donovan
“John Paul Jones e Jimmy Page foram músicos de estúdio muito competentes para mim”, disse Donovan numa entrevista ao The Telegraph em setembro de 2025. Em 1966, dois anos antes da formação do Led Zeppelin, Jones fez o arranjo para a canção “Mellow Yellow” e tocou baixo. Page também tocou no álbum homônimo.
The Yardbirds
Já em 1967, Jones e Page trabalharam juntos de forma ainda mais próxima. Desta vez, no primeiro álbum dos Yardbirds, o Little Games. Jones tocou baixo em “Goodnight Sweet Josephine” e “No Excess Baggage“, além de fornecer arranjos para “Little Games” e “Ten Little Indians“.
The Rolling Stones
Já os britânicos dos Rolling Stones devem a Jones o belo arranjo de cordas em “She’s a Rainbow“, do álbum Their Satanic Majesties Request, de 1967.
Paul McCartney
A única coisa melhor do que um baixista lendário é juntar dois baixistas extraordinários. Jones tocou baixo em “Ballroom Dancing“, canção presente no filme musical de Paul McCartney de 1984, Give My Regards to Broad Street, e em sua trilha sonora.
R.E.M.
Em algum momento do início dos anos 90, Michael Stipe, do R.E.M., entrou em contato com Jones. “Recebi um bilhete escrito à mão por Michael Stipe acompanhando uma fita com bases instrumentais que dizia: ‘gostamos do que você faz, precisamos de cordas, talvez se elas entrassem no meio da música’“, relembrou o baixista. “Eu simplesmente escrevi as partes, apareci com elas em Atlanta, contratei a Sinfônica de Atlanta e fomos em frente.“
Essas partes tornaram-se arranjos de cordas para quatro canções do álbum Automatic for the People (1992): “Drive“, “The Sidewinder Sleeps Tonite“, “Everybody Hurts” e “Nightswimming“.
Heart
Com o Heart, Jones pode tocar bandolim ao vivo no palco e trabalhar com a Orquestra Sinfônica de Seattle. Em resumo, o baixista produziu o álbum ao vivo do Heart de 1995, The Road Home.
E você lembra de outras músicas clássicas de John Paul Jones e que fazem parte da sua trilha sonora de vida? Deixe sua dica musical nos comentários.
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