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Lowell “Sly” Dunbar, de Sly & Robbie, morre aos 73 anos

Divulgação

Lendário baterista jamaicano reformulou o reggae diversas vezes e colaborou com a produção de bandas como No Doubt

Por: Alexandro Cruz – 27 de janeiro de 2026

Infelizmente, Lowell “Sly” Dunbar, o baterista jamaicano ícone que reformulou o reggae repetidas vezes como metade da dupla Sly & Robbie, faleceu nesta segunda-feira.

“Por volta das sete horas desta manhã, fui acordá-lo e ele não respondia. Chamei o médico e recebi a notícia”, disse a esposa de Dunbar, Thelma, em um comunicado ao The Jamaica Gleaner. Ela não revelou a causa da morte, mas compartilhou que Dunbar estava doente há algum tempo. Ele tinha 73 anos.

Sua história

Dunbar nasceu em 10 de maio de 1952, em Kingston, Jamaica. Sua primeira aparição em estúdio foi na faixa-título do álbum Double Barrel (1971), de Dave e Ansell Collins. Como resultado, a música alcançou o primeiro lugar na parada de singles do Reino Unido. Dunbar e o baixista Robbie Shakespeare — que faleceu em 2021 — tocaram juntos pela primeira vez no The Revolutionaries, banda do Channel One Studios, em Kingston.

Em resumo, a dupla rapidamente se tornou uma das seções rítmicas mais requisitadas de sua época, se não a mais. Eles tocaram em discos clássicos de reggae, incluindo Legalize It de Peter Tosh, Right Time do Mighty Diamonds e Guess Who’s Coming to Dinner do Black Uhuru.

Em 1978, Sly & Robbie excursionaram com os Rolling Stones, e Dunbar lançou seu primeiro álbum solo, Simply Slyman. No início dos anos 80, eles fundaram seu próprio selo, o Taxi Records, e, como membros da banda da casa do Compass Point (de Chris Blackwell), acompanharam nomes como Grace Jones — em sua lendária trilogia Warm Leatherette, Nightclubbing e Living My Life. Além disso, ele também tocou com Serge Gainsbourg, Mick Jagger e Bob Dylan.

Importância sonora

Sly & Robbie desempenharam um papel fundamental na evolução do dancehall durante a década de 1990. A dupla criou o riddim “Bam Bam”, que se tornou a base para os primeiros grandes singles do gênero; alguns deles, como “Murder She Wrote” de Chaka Demus & Pliers e “Them a Bleach” de Nardo Ranks, também contaram com a produção da dupla.

Enquanto gravava o álbum Rock Steady, em 2001, o No Doubt pediu a Sly & Robbie que assumissem a produção de algumas canções com influência de dancehall, “Hey Baby” e “Underneath It All”, que se tornaram alguns dos maiores sucessos da banda.

Legado

Juntos, Dunbar e Shakespeare lançaram um total de 30 discos como Sly & Robbie, sendo o mais recente Sly & Robbie vs. Roots Radics: The Final Battle, de 2019. Eles ganharam o Grammy de Melhor Álbum de Reggae (então chamado de Melhor Gravação de Reggae) em 1985 — o ano inaugural da categoria — por seu trabalho em Anthem do Black Uhuru, e novamente em 1999 pelo álbum próprio Friends.

Com 25 anos de diferença, Dunbar viu duas canções em que trabalhou — “Close To You” de Maxi Priest, em 1990, e “Cheerleader” de Omi, em 2015 — chegarem ao topo da Billboard Hot 100.

O mundo perde uma referência da música jamaicana.

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Sobre Alexandro Cruz

Editor-chefe do portal e colaborador da rádio Morcegão FM. Jornalista com experiência em cobertura jornalística, assessoria de imprensa, produção e locução. Sou apenas uma rapaz apaixonado pelo universo do rock’n’roll.

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