Calma! A história não é bem essa.
Os dois primeiros dias da edição de 2026, dedicados ao rock, realmente tiveram público abaixo do esperado.
As noites de Foo Fighters, Avenged Sevenfold, The Hives e Rise Against, Avenged Sevenfold, Elton John, Twenty One Pilots, Sepultura e outras atrações do gênero não esgotaram os ingressos.
Houve, inclusive, registros de espaços menos ocupados na Cidade do Rock.
Esse fato está confirmado e não é invenção de youtuber.
Mas transformar isso em “o Rock in Rio flopou” é outra história.
O festival terminou reunindo mais de 700 mil pessoas em sete dias.
Outras datas tiveram forte procura e grande movimentação.
O dia dedicado ao K-pop, por exemplo, teve enorme participação do público
Então, o problema esteve concentrado principalmente nas primeiras noites de rock.
E isso abre uma discussão interessante para quem acompanha o gênero.
Será que grandes festivais estão repetindo demais determinados artistas?
Será que o público de rock mudou a maneira de consumir shows?
Ou será que o modelo de grandes festivais precisa ser repensado?
São perguntas que merecem análise, e não uma manchete fácil.
O rock não morreu porque uma ou duas noites não lotaram.
E o Rock in Rio também não pode ser chamado de fracasso por causa disso.
Seria pelo valor dos ingressos? Inacessíveis ao público, comparado à outros países?
Falta de grandes nomes do Rock, como o Metallica, por exemplo?
Um festival como esse que já teve nomes como Queen, Scorpions, AC/DC, Rod Stewart, Nina Hagen e Whitesnake agora abre as portas para novos estilos da nova geração?
O fato concreto é: houve uma baixa de público justamente nas noites de rock.
O resto é interpretação — e, muitas vezes, caça-clique.


