Um dos maiores representantes do thrash metal, banda de Dave Mustaine lança seu útlimo trabalho de estúdio homônimo e inicia a turnê de despedida
Na sexta (23 de janeiro de 2026), o tão esperado álbum do Megadeth é lançado oficialmente e este, infelizmente, é o trabalho do “Adeus“. Assim como avisou o líder e fundador da banda, Dave Mustaine, o LP homônimo é o último de uma história voltada ao thrash metal por anos.
Como diferencial, o novo trabalho do Megadeth traz a estreia do guitarrista finlandês Teemu Mäntysaari, que entrou no lugar do brasileiro Kiko Loureiro, em 2023.
O álbum autointulado é o sucessor de The Sick, The Dying… And The Dead! (2022). Esse décimo sétimo trabalho de estúdio possui 11 faixas, sendo que quatro delas já foram lançadas previamente como singles. As composições são: “Tipping Point“, “I Don’t Care“, “Let There Be Shred” e “Puppet Parade“.

Todas as fases no mesmo registro
Vale destacar que sua produção é uma mistura de todas as etapas do Megadeth, compilando sua essência do trash puro à mistura de composições derivadas de um rock com sonoridade de uma guitarra menos veloz e com mais poesia melódica.
Para começar, a faixa de abertura, “Tipping Point” e que foi o primeiro single, é uma das músicas que traz à tona ao que muitas pessoas teimam em dizer que: “o velho não consegue mais fazer o novo”. Será? A música é uma volta ao tempo primórdio da banda, com sonoridade e agressividade de álbuns como Killing Is My Business…and Business Is Good!, de 1985.
Já a fase mais, podemos dizer asssim, “ouvivel” para qualquer público, o álbum Megadeth também traz essas referências de sua carreira. A música “Hey, God?!” é uma delas como exemplo. Ela possui uma letra em que apresenta a nova versão cristã de Mustaine, lembra muito a sonoridade do álbum Countdown to Extinction (1992).
Além disso, não podemos deixar de citar a versão da música da sua época de Metallica: “Ride the Lightning”. Ela foi coescrita por Dave Mustaine e a versão traz um pouco mais grave e, claro, acelerada. Bem ao estilo que só o Megadeth sabe ser. Ficou uma obra sonora de causar muita adrenalina só de ouvir.
Fez sua história
Podemos dizer que Dave Mustaine é um importante responsável pela trajetória e melhoria do thrash metal mundial. Nascido na Califórnia (EUA), ele teve seu nome forjado primeiramente no Metallica. Mas, a sua “expulsão” do grupo colaborou, e muito, para a criação de uma das bandas mais viscerais do estilo musical.
Isso porque, é importante recordar que o thrash metal era considerado como um subgênero sonoro do metal e, principalmente, mal ouvido e falado pelas pessoas. Ou seja, sua consideração era como um som “sujo”, veloz e sem emoção. Com isso, o Megadeth conseguiu transformar esse sentimento de até desprezo das pessoas, tornando o que era “sub” em um “gênero” musical e de muita expressão.
Hora de dizer adeus
Com o anúncio de seu fim – que ocorre em muito breve -, a banda já tem agendada uma turnê mundial de despedida. Entre suas apresentações, o Megadeth se apresenta apenas uma vez em São Paulo, no dia 2 de maio de 2026, no Espaço Unimed.
Importante dizer que se trata de uma despedida um tanto triste para os fãs brasileiros. Isso porque, a banda resolve tocar apenas em uma noite e os ingressos estão esgotados. Será mesmo que não haverá a possibilidade de datas extras?
Só podemos agradecer
O Megadeth teve inúmeras versões do seu próprio thrash metal. Foram composições para todos os tipos de ouvidos e almas que amam esse estilo sonoro visceral, que é o thrash metal. Em resumo, a sua história faz parte das sagradas escritas do rock’n’roll mundial.
Dave Mustaine não apenas trouxe o sonoro e agressivo som de guitarras aos nossos corações. Ele também fez a sua história musical com um estilo de tocar de maneira única e que jamais será apagada de nossas memórias e sentimentos.
Muitas bandas terminam, mas o rock não morre e não se apaga. Com isso, o Megadeth deixa o seu legado de importância ao thrash metal para sempre.
Obrigado Dave Mustaine!
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