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No Dia Internacional da Mulher, confira as que são referência sonora

Ilustração IA

Uma viagem pelas décadas com algumas das mulheres mais importantes do rock, heavy metal e blues no Brasil e no mundo, que deixaram seu legado e são referência musical e de atitude para muitas

Por: Yank Valéria Almeida – 08 de março de 2026

A história do rock não foi construída apenas por guitarras distorcidas e vocalistas lendários masculinos. Para aproveitar o Dia Internacional da Mulher, vale destacar que muitas mulheres ajudaram a definir o som, a atitude e a estética do gênero — seja nos vocais, nas guitarras, no baixo, na bateria ou na produção. Do blues elétrico que deu origem ao rock às bandas contemporâneas de metal e hard rock, elas abriram caminhos, quebraram barreiras e inspiraram gerações.

Sister Rosetta Tharpe

Considerada por muitos historiadores como a verdadeira “madrinha do rock and roll”, Sister Rosetta Tharpe misturou gospel com guitarra elétrica e criou uma sonoridade que influenciaria artistas como Elvis Presley, Chuck Berry e Little Richard. Sua técnica de guitarra e presença de palco eram revolucionárias para a época.

Além de cantora, Rosetta era uma guitarrista excepcional e uma das primeiras mulheres a se destacar com guitarra elétrica no palco. Seu legado foi oficialmente reconhecido quando ela entrou para o Rock and Roll Hall of Fame em 2018.

Big Mama Thornton

A poderosa voz de Big Mama Thornton ajudou a moldar a transição do blues para o rock. Em 1952, ela gravou a versão original de “Hound Dog”, anos antes da popularização da música por Elvis Presley.

Thornton era conhecida por sua voz crua e performances intensas, tornando-se uma figura fundamental para o desenvolvimento do blues elétrico e da estética que o rock adotaria posteriormente.

Janis Joplin

Com uma voz rasgada e emocional, Janis Joplin se tornou um dos maiores ícones do rock e do blues. Integrante do grupo Big Brother and the Holding Company, ela conquistou o público com performances intensas e carregadas de emoção.

Mesmo com uma carreira relativamente curta, Janis deixou um legado gigantesco, influenciando gerações de cantoras do rock e do blues até nos dias de hoje. É tradição ouvirmos comentários quando surge uma nova cantora de que ela é “a nova Janis Joplin“.

Rita Lee

Figura central da história do rock brasileiro, Rita Lee iniciou sua carreira com a banda Os Mutantes, durante o movimento da Tropicália. Com irreverência, letras provocativas e mistura de estilos, ajudou a redefinir o papel feminino no rock nacional.

Ao longo das décadas seguintes, construiu uma carreira solo extremamente bem-sucedida e consolidou-se como a “Rainha do Rock Brasileiro”, tornando-se uma das artistas mais influentes da música brasileira.

Joan Jett

Primeiro conhecida como integrante da banda The Runaways, Joan Jett tornou-se uma das figuras mais icônicas do rock após formar Joan Jett & the Blackhearts.

Com atitude punk, riffs simples e poderosos e uma imagem rebelde, Joan ajudou a redefinir o papel feminino no rock e tornou-se referência para diversas gerações de artistas.

Suzi Quatro

Suzi Quatro foi uma das primeiras mulheres a alcançar fama mundial tocando baixo em uma banda de rock. Durante os anos 70, abriu espaço para instrumentistas femininas em um cenário dominado por homens.

Seu estilo visual de couro e atitude energética influenciou diretamente o glam rock, o punk e até o heavy metal.

Lita Ford

Ex-integrante da banda The Runaways, Lita Ford tornou-se uma das guitarristas mais importantes do hard rock e do heavy metal nos anos 80.

Seu trabalho solo consolidou sua reputação como uma das principais mulheres guitarristas do rock.

Doro Pesch

Conhecida como a “Rainha do Metal”, Doro Pesch ganhou destaque com a banda Warlock e tornou-se uma das artistas mais respeitadas da cena metal europeia.

Sua carreira atravessa décadas e continua ativa, mantendo uma base de fãs extremamente fiel.

Cássia Eller

Dona de uma voz marcante e interpretações intensas, Cássia Eller tornou-se um dos nomes mais importantes do rock brasileiro dos anos 90.

Seu repertório transitava entre rock, MPB e blues, com performances ao vivo que se tornaram históricas.

Tarja Turunen

A cantora finlandesa ficou mundialmente conhecida como vocalista da banda Nightwish, sendo uma das responsáveis por popularizar o metal sinfônico no final dos anos 90 e início dos anos 2000.

Sua voz lírica de formação operística ajudou a definir o som característico do gênero.

Simone Simons

Vocalista da banda holandesa Epica, Simone Simons tornou-se uma das vozes mais respeitadas do metal sinfônico mundial.

Combinando técnica lírica, presença de palco e letras que abordam filosofia e ciência, ela ajudou a consolidar o Epica como uma das principais bandas do gênero.

Amy Lee

Como vocalista do Evanescence, Amy Lee ajudou a levar o metal alternativo para o grande público no início dos anos 2000.

Seu estilo vocal dramático e a fusão entre metal, rock e elementos góticos marcaram uma geração.

Pitty

Uma das maiores representantes do rock brasileiro moderno, Pitty explodiu nacionalmente com o álbum Admirável Chip Novo.

Suas letras críticas e sonoridade alternativa ajudaram a renovar o rock nacional nos anos 2000.

Taylor Momsen

Vocalista da banda The Pretty Reckless, Taylor Momsen tornou-se uma das vozes mais importantes do hard rock contemporâneo.

A banda conquistou diversos números 1 nas paradas de rock da Billboard, consolidando seu espaço na cena moderna.

Floor Jansen

Uma das vocalistas mais versáteis do metal moderno, Floor Jansen ficou conhecida inicialmente pela banda After Forever e posteriormente tornou-se vocalista do Nightwish.

Sua capacidade de alternar entre vocais operísticos, rock e até metal mais pesado a tornou uma das artistas mais respeitadas do gênero.

Alissa White-Gluz

Vocalista da banda Arch Enemy, Alissa White-Gluz tornou-se uma das vozes mais conhecidas do melodic death metal contemporâneo.

Seu domínio vocal, alternando entre guturais agressivos e vocais limpos, ajudou a ampliar o alcance do metal extremo.

Fernanda Lira

Uma das figuras mais importantes do metal brasileiro atual, Fernanda Lira ganhou reconhecimento internacional com as bandas Nervosa e Crypta.

Baixista, vocalista e compositora, ela representa a força da nova geração do metal extremo brasileiro.

Não é festa, é dia de Conscientização

Mesmo com todas as homenagens dia internacional da mulher de 2026 não tem nenhum motivo para ser celebrado, diante da barbárie que cresce aos nossos olhos, estamos contaminados por uma epidemia de violência de gênero que só aumenta todos os dias. Violam nosso intelecto, nossos corpos, nossos gostos, nossos trabalhos, destroem o que lutamos para conseguir com tanto sacrifício.

Tudo ocorre e não importa a nossa idade, nossa roupa, nossa profissão e nossas escolhas, não temos paz em lugar nenhum, não estamos seguras com ninguém e nenhuma homenagem será suficiente para recuperar as vidas perdidas por conta do ódio que existe, este muitas vezes disfarçado de amor.

É preciso pararmos com todas as flores e exigirmos respeito e leis mais severas. Ou seja, é preciso punir para que enfim possamos ter algo a celebrar, pois nenhum dia poderá ser comemorado se não estivermos vivas.

Sobre Yank Valéria Gomes Almeida

Sou Engenheira de Produção, maranhense, mãe de três cachorrinhas e uma gata. Gosto de rock, ciências e cozinhar no tempo livre. Atuo como colaboradora do portal Plantão Rock, da Morcegão FM.

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