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Dolly Parton morre aos 80 anos, deixando legado que ultrapassa o country

Cantora, compositora e atriz foi uma das figuras mais importantes da música americana e também conquistou seu lugar na história do rock

Dolly Parton morreu nesta terça-feira, 25 de agosto de 2026, aos 80 anos. A morte foi informada pela família, por meio de um vídeo publicado por seu sobrinho, Bryan Seaver, nas redes sociais da cantora. A notícia foi posteriormente repercutida por veículos como CNN, Variety e TMZ. A causa da morte ainda não foi divulgada oficialmente.

Nascida em 19 de janeiro de 1946, no Tennessee, Dolly cresceu em uma família numerosa e pobre nas montanhas dos Apalaches. Filha de Robert Lee Parton e Avie Lee Owens, foi uma das 12 crianças da família e começou a cantar ainda pequena, influenciada pelo gospel e pelas tradições musicais da região.

Sua carreira profissional começou ainda na adolescência. Depois de se mudar para Nashville, Dolly ganhou projeção como compositora e posteriormente como intérprete. A parceria com Porter Wagoner, iniciada em 1967, ajudou a colocá-la entre os grandes nomes da música country, antes de construir uma carreira solo de enorme sucesso.

A compositora por trás de clássicos

Dolly Parton escreveu aproximadamente 3 mil músicas ao longo da carreira. Entre suas composições mais conhecidas estão “Jolene”, “Coat of Many Colors” e “I Will Always Love You”.

Esta última ganhou uma nova dimensão mundial quando foi gravada por Whitney Houston para o filme O Guarda-Costas, tornando-se um dos maiores sucessos da história da música popular.

A força de Dolly estava justamente na capacidade de transformar experiências pessoais, histórias familiares e personagens comuns em canções universais. Sua música podia falar de pobreza, amor, perda, ambição e independência sem perder a conexão com suas raízes.

Ao longo de quase seis décadas, ela vendeu mais de 100 milhões de discos e acumulou uma impressionante coleção de prêmios, incluindo 11 Grammys, além de ter sido incluída no Country Music Hall of Fame e no Songwriters Hall of Fame.

Dolly Parton também entrou para o mundo do rock

Embora tenha construído sua carreira principalmente no country, Dolly Parton também teve uma relação cada vez mais próxima com o rock.

Em 2022, foi incluída no Rock & Roll Hall of Fame. Inicialmente, Dolly havia questionado sua indicação por considerar que não era uma artista de rock. Depois de compreender os critérios do Hall e aceitar a homenagem, transformou a própria dúvida em inspiração para um novo projeto.

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O resultado foi Rockstar, lançado em 2023, seu primeiro álbum dedicado ao universo do rock. O disco reuniu Dolly com nomes como Rob Halford, Joan Jett, Steven Tyler, Paul McCartney, Elton John, Pat Benatar, Nikki Sixx e Peter Frampton, entre muitos outros.

O álbum mostrou que a influência de Dolly não estava restrita ao country. Suas composições já haviam sido reinterpretadas por artistas de diferentes gêneros, e sua entrada no Rock Hall consolidou uma ponte que sempre existiu entre a música country, o rock e a tradição musical americana.

Uma carreira que foi muito além da música

Dolly também construiu uma carreira bem-sucedida no cinema e na televisão. Atuou em filmes como Como Eliminar seu Chefe (9 to 5), A Melhor Casa Suspeita do Texas, Straight Talk e Flores de Aço, tornando-se também uma presença reconhecida em Hollywood.

Fora dos palcos, transformou suas próprias origens em projetos que alcançaram milhões de pessoas. Em 1986, criou o parque temático Dollywood, no Tennessee, e posteriormente fundou a Imagination Library, programa de incentivo à leitura que distribui livros gratuitamente para crianças.

Sua atuação filantrópica também incluiu uma doação de US$ 1 milhão para pesquisas relacionadas à vacina contra a Covid-19, além de diversas iniciativas voltadas à educação e às comunidades de sua região natal.

Uma artista que atravessou gerações

Dolly Parton construiu uma carreira rara por sua capacidade de atravessar gerações e gêneros musicais sem abandonar sua identidade. Foi cantora, compositora, atriz, empresária e filantropa, mas sempre colocou a composição no centro de sua trajetória.

Sua morte encerra uma das histórias mais extraordinárias da música americana, mas deixa uma obra que continuará sendo reinterpretada por artistas de country, pop, rock e outros gêneros.

Para o público do rock, fica também o capítulo de uma história que começou muito longe das guitarras pesadas, passou pelo Rock & Roll Hall of Fame e chegou ao Rockstar, álbum no qual Dolly, aos 77 anos, decidiu mergulhar de cabeça no universo do rock.

Dolly Parton tinha 80 anos. Sua música, porém, pertence a várias gerações.

Descanse em paz, Dolly.

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