Primeiro disco da banda pela Partisan Records traz produção de Andrew Wyatt, novas texturas e uma recepção crítica que já o coloca entre os melhores trabalhos do grupo desde “Antics”
O Interpol lançou nesta sexta-feira, 28 de agosto, “This Mirror Weighs a Ton”, novo álbum de estúdio e estreia da banda pela Partisan Records, selo que também abriga IDLES, Geese e PJ Harvey. O disco sucede “The Other Side of Make-Believe” (2022) e foi produzido por Andrew Wyatt, conhecido pelo trabalho com Rosalía e Charli XCX, com mixagem de David Fridmann (Sleater-Kinney, MGMT). As gravações aconteceram em Nova York, marcando o retorno da banda à cidade para registrar um álbum depois de mais de uma década.
A recepção crítica está entre as mais fortes da carreira recente do grupo. A Slant Magazine chamou o álbum de “o mais coeso desde ‘El Pintor’ (2014) e o mais ambicioso desde ‘Our Love to Admire’ (2007)”, destacando como a faixa-título e “Iron City” tratam a introspecção como um peso físico, não apenas emocional. A NME classificou o disco como “unificador e experimental”, dando 4,5 de 5 e apontando-o como o melhor trabalho da banda desde “Antics” (2004). Já o Under the Radar descreveu o álbum como “um dos discos mais fortes em anos”, elogiando o espaço dado aos instrumentos dentro dos arranjos. A recepção, porém, não foi totalmente consensual: a Pitchfork considerou o trabalho sólido, mas observou que o Interpol ainda permanece próximo de sua fórmula característica.
Reforço na formação e nova sonoridade
O álbum também marca uma mudança na formação da banda. Brad Truax, baixista que acompanhava o Interpol em turnês havia anos, passou a integrar oficialmente o grupo e faz sua primeira participação em um álbum de estúdio como membro efetivo.
Sonoramente, o disco expande o repertório clássico do Interpol com cordas, sopros, harmonias vocais em camadas e desenho sonoro mais experimental, mantendo a tensão guitarrística característica da banda. A faixa “Iron City” caminha por uma reflexão sobre inteligência artificial, enquanto “Wounded Soldier” trata da cobertura constante de guerra, e “See Out Loud” resgata a propulsão pós-punk mais clássica do grupo.
O álbum tem 12 faixas e o Interpol já confirmou agenda de shows para os próximos meses: aparição no Outbreak Fest e no festival All Points East, ao lado de Deftones, Idles e Amyl & The Sniffers, seguida de turnê europeia em co-headline com o Bloc Party, com 18 datas entre 10 de novembro, em Copenhague, e 5 de dezembro, com dois shows de encerramento no Olympia, em Londres.
Fontes: NME, Slant Magazine, Pitchfork, Under the Radar, The Fader, Partisan Records.
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