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The Black Keys volta às suas origens com Peaches!

Divulgação

Dupla lança novo álbum que traz a sonoridade que os tornaram ícones do rock-blues pesado

Por: Alexandro Cruz – 30 de abril de 2026

Após um longo tempo de distância  da aspereza e da “sujeira” que outrora definiam o som da banda The Black Keys, finalmente houve um retorno ao seu passado sonoro e identitário. O novo álbum da dupla, chamado de Peaches!, surge com uma coleção de releituras de músicos fundamentados no blues. Em resumo, eles fizeram um retorno tardio e muito bem-vindo aos amplificadores no volume máximo, à distorção e à crueza que os alimentaram no início.

Nascido de sessões do baterista Patrick Carney como um refúgio para o cantor e guitarrista Dan Auerbach enquanto seu pai enfrentava uma doença terminal, o novo Peaches! é tão próximo do que fez a banda se tornar. Para o álbum, há uma reunião do guitarrista Kenny Brown, do baixista Eric Deaton e do multi-instrumentista Jimbo Mathus para a produção de um álbum que parece livre do peso das expectativas, e cada vez mais original, como era antes. 

Como as sessões tiveram gravações em grande parte ao vivo e com o mínimo de overdubs, Peaches! teve uma urgência e intimidade impossíveis de forjar.

Retorno ao começo

Embora a banda The Black Keys não seja estranha a tocar covers — com aquelas versões sujas de “She Said, She Said”, dos Beatles e a inspirada pelo The Sonics, “Have Love Will Travel”, de seus primórdios, ainda ecoam na memória.

De fato, até esse novo trabalho, seria preciso voltar até Attack And Release, de 2008. Isso para reencontrar a banda que infundiu o blues com uma sensibilidade garage-punk que arrastou o gênero para uma nova geração. E não esqueçamos o EP Chulahoma, de 2006, uma celebração ao mestre do blues do Mississippi, Junior Kimbrough.

Neste novo disco, porém, The Black Keys amplia sua rede, reunindo uma coleção de releituras de músicos fundamentados no blues que primeiro despertaram sua imaginação. Mais importante ainda: eles fizeram um retorno tardio e muito bem-vindo aos amplificadores no volume máximo, à distorção e à crueza que os alimentaram no início.

Formatos

O novo Peaches! surge nas versões em CD e Vinil. Porém, há uma edição limitada feita em Vinil Branco, totalmente referente ao estilo retrô dos anos 50.

A pré-venda está disponível no site oficial do The Black Keys, por meio desse link.

A obra

Fundamentalmente, a banda garimpou diamantes na mina. Embora a inclusão de duas faixas de Junior Kimbrough — “Nobody But You Baby” e “Tomorrow Night” — não seja nenhuma surpresa, aqui ambas são atravessadas por uma arrogância mística, com a primeira cavando um groove particularmente profundo. Mais inesperado é o boogie de “ranger os dentes” de “She Does It Right”, do Dr. Feelgood, desacelerado ao ponto em que a canção desenvolve uma personalidade inteiramente lasciva.

Ainda, da mesma forma, “Where There’s Smoke, There’s Fire, de Willie Griffin”, torna-se um solavanco eletrificado, e “You Got To Lose”, de George Thorogood, é retalhada e rasgada em um confronto à meia-noite.

Ao retornar às suas raízes sonoras, The Black Keys se mostra revitalizado, urgente e sem polimento mais uma vez. Se eles continuarão a trilhar este caminho virtuoso, resta saber pela história da música. Porém, é exatamente disso que se os fãs precisavam ouvir deles agora.

Sobre Alexandro Cruz

Editor-chefe do portal e colaborador da rádio Morcegão FM. Jornalista com experiência em cobertura jornalística, assessoria de imprensa, produção e locução. Sou apenas uma rapaz apaixonado pelo universo do rock’n’roll.

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